Entre o osso do topo do ombro, chamado acrômio, e a cabeça do úmero existe um espaço estreito por onde passam os tendões do manguito rotador e a bursa. Quando esse espaço diminui ou quando o ombro se movimenta de forma desequilibrada, essas estruturas são pressionadas ao elevar o braço. Formato do acrômio, esporões ósseos, fraqueza muscular, alterações no movimento da escápula e atividades repetitivas acima da cabeça contribuem para o problema.
Sintomas típicos
- Dor ao levantar o braço, principalmente na metade do movimento
- Dor ao alcançar objetos no alto ou pentear o cabelo
- Dor ao deitar sobre o ombro afetado
- Perda de força causada pela dor
O diagnóstico une a história clínica a testes físicos específicos que reproduzem a dor do impacto. A ecografia feita no consultório permite avaliar tendões e bursa e observar o ombro em movimento. A radiografia mostra o formato do acrômio e a presença de esporões.
O tratamento da síndrome do impacto é, em primeiro lugar, conservador. A fisioterapia com fortalecimento do manguito rotador e reeducação do movimento da escápula é a base da recuperação, associada a medicação e, quando indicada, infiltração guiada por ecografia na bursa. A cirurgia artroscópica fica reservada a casos específicos que não respondem ao tratamento bem conduzido.
Sem tratamento, a síndrome do impacto pode evoluir para tendinopatia crônica, bursite persistente e até contribuir para lesões do manguito rotador. Buscar avaliação cedo encurta o caminho de volta às atividades sem dor.
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Agendar pelo WhatsAppRevisado por Dr. Abel Ranzzi, ortopedista especialista em ombro e cotovelo (CRM-RS 35599). Conteúdo informativo, não substitui a avaliação médica.
