Na capsulite adesiva, a cápsula que envolve a articulação do ombro inflama, engrossa e se retrai, limitando o movimento em todas as direções. A condição é mais comum entre 40 e 60 anos, em mulheres e em pessoas com diabetes ou alterações da tireoide, e também pode surgir após períodos de imobilização. Costuma evoluir em fases: primeiro predomina a dor, depois a rigidez e, por fim, o descongelamento gradual, um processo que pode se estender por muitos meses.
Sinais de alerta do ombro congelado
- Dor intensa, inclusive em repouso e à noite
- Perda progressiva de movimento em todas as direções
- Dificuldade de colocar a mão nas costas ou atrás da cabeça
- Rigidez que não melhora mesmo com o braço sendo movido por outra pessoa
O diagnóstico é essencialmente clínico: o especialista identifica a perda de movimento mesmo quando é ele quem move o braço do paciente. Radiografia e ecografia ajudam a descartar outras causas de dor e rigidez, como artrose e lesões do manguito rotador.
O tratamento busca controlar a dor e recuperar o movimento. Medicação, infiltração articular e bloqueio do nervo supraescapular guiados por ecografia reduzem a dor e permitem que a fisioterapia avance com alongamentos progressivos. A cirurgia raramente é necessária e fica reservada aos casos que não evoluem com o tratamento.
Quanto antes a dor for controlada, mais cedo a reabilitação pode começar. Buscar ajuda especializada logo nos primeiros sinais torna esse período mais curto e bem mais tolerável.
Seu ombro está travando e doendo cada vez mais? Não espere ele congelar por completo. Agende sua avaliação pelo WhatsApp (51) 99626-4246.
Agendar pelo WhatsAppRevisado por Dr. Abel Ranzzi, ortopedista especialista em ombro e cotovelo (CRM-RS 35599). Conteúdo informativo, não substitui a avaliação médica.
