Na necrose da cabeça femoral, a interrupção do fluxo de sangue leva à morte de parte do osso, que pode perder a sua forma e colapsar com o tempo. Uso prolongado de corticoides em altas doses, consumo excessivo de álcool, anemia falciforme, lúpus e fraturas do colo do fêmur estão entre os fatores de risco, e a doença costuma atingir adultos entre 30 e 50 anos. Na displasia, o acetábulo é raso e não cobre bem a cabeça do fêmur. Ela pode ser identificada ainda em bebês, mas muitas vezes só é descoberta na vida adulta, quando começa a causar dor.
Sinais de alerta
- Dor na virilha que piora com o tempo
- Dor em repouso ou à noite
- Mancar ou cansaço no quadril ao caminhar
- Sensação de instabilidade no quadril
A radiografia é o primeiro exame, e a ressonância magnética é a mais sensível para detectar a necrose nas fases iniciais, quando ainda não aparece na radiografia. Na displasia, medidas específicas feitas na radiografia e na tomografia mostram o quanto o quadril está descoberto.
Nas fases iniciais da necrose, o foco é preservar a cabeça do fêmur com redução de carga, medicação e procedimentos como a descompressão do osso, que pode ser associada a tratamentos ortobiológicos, como o aspirado de medula óssea. Na displasia em pacientes jovens sem artrose, cirurgias que reorientam o acetábulo podem ser consideradas. Quando a articulação já está muito comprometida, a prótese de quadril é a opção indicada.
Nas duas condições, o diagnóstico precoce abre a janela para tratamentos que preservam o quadril natural. Dor persistente na virilha, principalmente em pessoas com fatores de risco, deve ser investigada.
Dor persistente na virilha precisa de investigação especializada. Agende sua avaliação pelo WhatsApp (51) 99626-4246.
Agendar pelo WhatsAppRevisado por Dr. Alonso Ranzzi, ortopedista especialista em quadril (CRM 44854). Conteúdo informativo, não substitui a avaliação médica.
