O quadril é formado pela cabeça do fêmur, que se encaixa no acetábulo, a cavidade da bacia. No impacto femoroacetabular, esse encaixe não é perfeito. No tipo CAM, existe um excesso de osso na transição entre a cabeça e o colo do fêmur. No tipo PINCER, o acetábulo cobre a cabeça do fêmur além do normal. Muitas pessoas têm os dois tipos. O atrito repetido, especialmente ao dobrar e girar o quadril, pode lesar o labrum e a cartilagem, e é frequente em quem pratica futebol, lutas, dança e treinos com agachamentos profundos.
Sintomas típicos
- Dor na virilha ao ficar muito tempo sentado
- Dor ao agachar, entrar no carro ou cruzar as pernas
- Estalos ou sensação de travamento no quadril
- Perda de mobilidade e dor após esportes
O diagnóstico une exame físico com testes específicos, radiografias em incidências especiais e ressonância magnética para avaliar o labrum e a cartilagem. Vale lembrar que alterações de formato aparecem também em pessoas sem sintomas, por isso o tratamento é direcionado a quem tem dor e limitação.
O primeiro passo costuma ser conservador: ajuste das atividades, fisioterapia com foco em fortalecimento e controle do movimento, medicação e, quando indicado, infiltração guiada, que também ajuda a confirmar que a dor vem de dentro da articulação. Quando os sintomas persistem, a artroscopia do quadril, uma cirurgia minimamente invasiva, permite corrigir o formato do osso e tratar o labrum.
Os melhores resultados costumam acontecer antes que a cartilagem esteja muito desgastada. Por isso, dor na virilha em pessoas jovens e ativas merece investigação especializada.
Dor na virilha está limitando seus treinos ou sua rotina? Agende sua avaliação pelo WhatsApp (51) 99626-4246 e proteja o seu quadril.
Agendar pelo WhatsAppRevisado por Dr. Alonso Ranzzi, ortopedista especialista em quadril (CRM 44854). Conteúdo informativo, não substitui a avaliação médica.
